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Relatório recomenda que Hong Kong fortaleça estratégia de adoção de IA com lições de Singapura e Reino Unido

Relatório indica que Hong Kong deve reforçar sua estratégia de inteligência artificial inspirando-se em modelos de Singapura e Reino Unido para acelerar adoção.

infographic about AI adoption strategy in Hong Kong with references to Singapore and UK
infographic about AI adoption strategy in Hong Kong with references to Singapore and UK. Imagem: Digital Watch Observatory.

Relatório indica que Hong Kong deve reforçar sua estratégia de inteligência artificial inspirando-se em modelos de Singapura e Reino Unido para acelerar adoção.

Hong Kong enfrenta desafios para implementar estratégia ampla de inteligência artificial

Um relatório recente divulgado pelo Escritório do Conselho Legislativo de Hong Kong aponta que, apesar do reconhecimento da inteligência artificial (IA) como um setor prioritário, Hong Kong ainda não adotou uma estratégia ampla para toda a economia focada na implementação da IA.

Segundo o estudo, uma pesquisa realizada em 2025 revelou que apenas cerca de 2% das organizações locais estavam totalmente preparadas para adoção de IA, número muito abaixo da média global, que era de 13%. O índice de prontidão para IA do Fundo Monetário Internacional posiciona Hong Kong em 20o lugar, atrás de Singapura, Japão, Coreia do Sul e Reino Unido.

Embora Hong Kong tenha boa infraestrutura digital e ambiente inovador, o relatório destaca que a baixa qualificação em capital humano, políticas trabalhistas inadequadas, falta de regulação específica e considerações éticas insuficientes comprometem a eficiência na adoção da tecnologia.

Principais barreiras e aprendizados de Singapura e Reino Unido

O estudo identifica obstáculos importantes no avanço da IA em Hong Kong, entre os quais a fragmentação na governança, carência de expertise interna e capacidade computacional limitada. Aproximadamente 44% das empresas locais enfrentam dificuldades para obter poder de processamento adequado, principalmente as pequenas e médias empresas (PMEs), que também sentem falta de suporte para remodelar fluxos de trabalho e integrar sistemas legados.

Para mitigar esses desafios, o relatório recomenda que Hong Kong se inspire nos exemplos de Singapura e Reino Unido. Em Singapura, o governo oferece subsídios para ferramentas aprovadas de IA, além de conectar negócios a consultores, engenheiros e grandes provedores de nuvem. O programa Enterprise Compute Initiative já integrou cerca de 1.000 empresas a parceiros de nuvem, proporcionando infraestrutura e suporte técnico.

Já o Reino Unido concentra recursos em PMEs e setores menos digitalizados com iniciativas como BridgeAI e Made Smarter, que combinam financiamentos com mentoria, diagnósticos, treinamentos e colaboração técnica. A adoção de IA cresceu de 9,4% em setembro de 2023 para 25,9% em março de 2026 nas empresas britânicas, com destaque para construção, transporte e manufatura.

Infraestrutura e investimento como pilares para a transformação digital

Além do suporte financeiro e técnico, ambos os países investiram na expansão da infraestrutura computacional: Singapura oferece créditos em nuvem com assistência técnica, enquanto o Reino Unido aposta em supercomputadores públicos e nas zonas regionais de crescimento de IA, que atraíram investimentos previstos de £28,2 bilhões até janeiro de 2026.

O relatório enfatiza que o simples acesso à infraestrutura digital não é suficiente para garantir o sucesso na adoção de IA. É fundamental um esforço coordenado que inclui capacitação da força de trabalho, assistência para transformação de negócios e governança integrada para que a tecnologia deixe de ser um projeto piloto isolado e se torne parte do núcleo operacional das organizações.

Implicações para a competitividade e próximos passos em Hong Kong

Segundo o documento, o futuro de Hong Kong na economia da IA dependerá menos do acesso às tecnologias e mais da capacidade que suas empresas possuem de incorporá-las aos processos diários, especialmente nas PMEs, que representam a maioria do tecido empresarial local.

Para avançar, Hong Kong precisa desenvolver uma estratégia abrangente que englobe financiamento, infraestrutura, formação e regulação. O alinhamento dessas políticas permitirá que a cidade fortaleça sua posição competitiva global e evite ficar para trás diante da rápida evolução tecnológica observada em outras regiões.

Ainda que algumas medidas estejam em fase inicial, o relatório sugere que a aplicação dos modelos adotados por Singapura e Reino Unido pode acelerar a adoção e consolidar a transformação digital no território. O acompanhamento futuro da implementação dessas recomendações será vital para medir seu impacto real.

Informações editoriais

Publicado em
Atualizado em
Autor Tiago Oliveira
Categoria IA

Fonte: Digital Watch Observatory