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Cidade dos EUA aprova suspensão temporária de novos data centers por seis meses

A Prefeitura de Broken Arrow, no estado de Oklahoma, aprovou uma moratória por seis meses para novos projetos de data.

Cidade de Broken Arrow e centros de dados nos EUA
Cidade de Broken Arrow e centros de dados nos EUA. Imagem: Broken Arrow Sentinel.

A Prefeitura de Broken Arrow, no estado de Oklahoma, aprovou uma moratória por seis meses para novos projetos de data.

Moratória para novos data centers em Broken Arrow busca estudo detalhado de impactos

A Prefeitura de Broken Arrow, localizada no estado americano de Oklahoma, aprovou por unanimidade uma moratória que suspende por seis meses a aceitação de novas propostas para construção de data centers. A medida entrou em vigor imediatamente e pode ser estendida por mais seis meses, caso a administração municipal julgue necessário. O principal objetivo é realizar um estudo mais aprofundado dos impactos que esses grandes centros de dados podem ter na comunidade.

Esta suspensão temporária impede o recebimento de novos pedidos de uso do solo para data centers, permitindo à cidade analisar aspectos relevantes como o consumo de energia elétrica e possíveis reflexos nas tarifas locais, a demanda de água, níveis de ruído gerados, e o aumento no fluxo de trânsito decorrente da operação dessas instalações. Além disso, a prefeitura pretende compreender melhor os benefícios fiscais concedidos a esses empreendimentos pelo governo estadual e como a instalação dos centros pode afetar a infraestrutura pública, como estradas, abastecimento e saneamento.

Outro ponto importante está relacionado à regulamentação urbana, já que o código de zoneamento atual de Broken Arrow não contempla uma classificação específica para data centers. A moratória, portanto, visa também a revisão das normas municipais para criar diretrizes claras que orientem futuras aprovações e planos urbanísticos quanto a esse tipo de uso do solo.

Contexto regional e iniciativas semelhantes em Oklahoma

A decisão da cidade ocorreu após o vencimento de um acordo de intenção (letter of intent) para a compra de um terreno de 52 acres (cerca de 210 mil metros quadrados) na região leste de Broken Arrow destinado a um possível data center. A empresa interessada no projeto não foi divulgada oficialmente. O diretor responsável pelos assuntos municipais indicou que, apesar da moratória, não descarta o surgimento de novas propostas para data centers na cidade nos próximos meses, o que reforça a necessidade de regulamentação adequada.

Outras cidades no estado de Oklahoma, como Edmond e Oklahoma City, também estiveram discutindo ou implementando moratórias semelhantes em relação à aprovação de data centers. Municípios vizinhos, incluindo Owasso, Tulsa, Coweta, Sand Springs e Claremore, têm recebido propostas para esse tipo de empreendimento, refletindo a crescente demanda por capacidade de processamento e armazenamento de dados na era digital.

Um exemplo que chamou atenção foi a desistência, ainda em 2023, da empresa Beale Infrastructure quanto a um projeto de data center em Coweta. Essa desistência ocorreu em meio a controvérsias relacionadas à falta de transparência com a comunidade local, que levantou preocupações sobre os impactos do empreendimento. Tal episódio reforça o interesse público e a cautela que as administrações municipais têm adotado diante desses projetos.

Perspectivas locais: preocupações ambientais e explicações técnicas

Autoridades municipais destacam que a moratória não significa oposição aos data centers, mas sim um esforço para reunir informações concretas, estabelecer políticas e definir regulamentos que orientem decisões futuras. Em paralelo aos estudos técnicos, a administração planeja realizar fóruns públicos para manter a população informada e responder às dúvidas dos moradores.

Alguns cidadãos manifestaram preocupações ambientais legítimas, principalmente em relação ao consumo de água, ao uso de energia elétrica e ao possível aumento nas contas residenciais, além do impacto sonoro das operações dessas instalações. O cuidado com os recursos naturais locais é motivo de atenção, dada a magnitude e a demanda desses centros de dados.

Por outro lado, especialistas no setor explicaram que muitos grandes data centers de empresas globais como Meta, Amazon e Google operam com sistemas de energia próprios, como turbinas a gás, sistemas de armazenamento por baterias e painéis solares, reduzindo a dependência da rede pública e auxiliando na estabilização dos fornecimentos. Sobre o uso de água, é informado que esses centros possuem sistemas avançados de limpeza e reutilização, que podem devolver à natureza uma água com qualidade superior à água potável convencional. O ruído produzido existe, mas pode ser mitigado com tecnologias específicas de isolamento e controle acústico.

Informações editoriais

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Autor Tiago Oliveira
Categoria Tecnologia

Fonte: Google News