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Pressão sobre CFOs aumenta para adoção rápida da IA enquanto gestão de riscos é destaque em pesquisa da Deloitte

Pesquisa Deloitte revela que 93% dos CFOs adotam IA em operações-chave, enfrentando dificuldade para equilibrar rapidez na implantação e gestão de riscos.

Executivos financeiros (CFOs) discutindo governança de inteligência artificial em ambiente corporativo
Imagem com texto em ingles rejeitada na selecao automatica. Imagem: Morningstar, Inc..

Pesquisa Deloitte revela que 93% dos CFOs adotam IA em operações-chave, enfrentando dificuldade para equilibrar rapidez na implantação e gestão de riscos.

Adoção acelerada da inteligência artificial pelas finanças e desafios na governança

A pesquisa diretor financeiro (CFO) Signals, conduzida pela Deloitte no segundo trimestre de 2026 junto a 200 diretores financeiros (CFOs) de empresas norte-americanas com receitas superiores a cerca de R$ 5 bilhões (aproximadamente R$ 5 bilhões), mostra que 93% dos CFOs já utilizam inteligência artificial (IA) em operações essenciais de suas organizações. Essa rápida transição, que contou com 66% das empresas ainda em fase experimental ou em discussões sobre IA generativa no começo de 2024, destaca a incorporação acelerada da tecnologia nos processos corporativos.

Entretanto, o estudo ressalta que o maior desafio para os CFOs é encontrar um equilíbrio entre a pressão por uma implantação ágil da IA e a necessidade de gerenciar os riscos associados a essa inovação, especialmente na criação de estruturas eficazes de governança. Esse dilema foi apontado por 59% dos entrevistados como o principal obstáculo para o desenvolvimento e implementação de políticas abrangentes de controle e supervisão da IA.

Principais preocupações internas e externas dos CFOs em relação à IA

Internamente, a dificuldade em obter transparência sobre os custos relacionados à IA é a principal preocupação, citada por 46% dos CFOs. Essa falta de clareza pode afetar a capacidade das empresas de avaliar investimentos, mensurar o desempenho das iniciativas em IA e planejar financeiramente essas tecnologias.

Quanto aos riscos externos vinculados ao uso corporativo da IA, 43% dos entrevistados destacam a possibilidade de litígios decorrentes da utilização indevida de conteúdos protegidos ou privados como uma ameaça significativa. Além disso, 41% apontam a segurança cibernética como preocupação relevante, dada a vulnerabilidade que sistemas baseados em IA podem apresentar frente a ataques. A complexidade regulatória também é tema de apreensão para 36%, evidenciando o desafio de conformidade em um ambiente legal ainda em desenvolvimento para essa tecnologia.

Ampliação do papel dos CFOs na governança da inteligência artificial

O uso da IA na área financeira é amplo e diversificado. Mais da metade dos CFOs (51%) indicam que suas funções utilizam IA para aumentar a produtividade em tarefas operacionais, como a elaboração automatizada de atas de reuniões ou rascunhos de e-mails administrativos. Além disso, 44% aplicam IA em planejamento financeiro e orçamentário, e 41% empregam essas tecnologias para análise de dados financeiros complexos.

Com a crescente integração da IA nos processos corporativos, o papel dos CFOs ganha relevância na governança da tecnologia. Embora os diretores de Tecnologia da Informação (CIOs) e Segurança da Informação (CISOs) sejam os principais responsáveis pelo controle da IA, 19% dos CFOs afirmam ser eles os principais responsáveis pela governança em suas organizações, superando cargos como CEO, conselho de administração e diretor de riscos. Esse dado demonstra a ampliação das funções financeiras no âmbito multidisciplinar de gestão da IA.

Perspectivas econômicas e desafios futuros para os CFOs

O relatório indica um cenário econômico norte-americano moderadamente conservador entre os CFOs, com apenas 37% classificando a economia como "boa" ou "muito boa," uma queda de quatro pontos percentuais em relação ao trimestre anterior. Contudo, 59% acreditam ser um momento propício para assumir riscos, e 90% mantêm otimismo quanto às perspectivas financeiras de suas organizações nos próximos doze meses.

Este clima sugere que as empresas podem estar dispostas a investir mais em tecnologias emergentes como a IA, o que reforça a necessidade de construir modelos de governança que equilibrem inovação e segurança. Segundo Ed Hardy, líder dos serviços financeiros da Deloitte nos EUA, esse equilíbrio coloca os CFOs no centro das estratégias de adoção responsável da IA, sendo eles os principais articuladores para combinar o potencial tecnológico com a mitigação dos riscos em escala corporativa.

Informações editoriais

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Autor Tiago Oliveira
Categoria Tecnologia

Fonte: Morningstar, Inc.