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Tidal suspende pagamento de direitos autorais para músicas 100% geradas por IA

Para proteger a integridade da música e os direitos dos artistas, a plataforma de streaming Tidal anuncia nova.

Logotipo e interface da plataforma de streaming de música Tidal
Logotipo e interface da plataforma de streaming de música Tidal. Imagem: PYMNTS.com.

Para proteger a integridade da música e os direitos dos artistas, a plataforma de streaming Tidal anuncia nova.

Política rigorosa contra músicas totalmente geradas por inteligência artificial

A Tidal, plataforma global de streaming musical, anunciou uma nova política que proíbe o pagamento de direitos autorais para canções que a empresa identifique como produzidas integralmente por inteligência artificial (IA). A medida, que entrou em vigor em 29 de junho, atende a uma demanda crescente dos usuários que preferem consumir conteúdos autênticos, valorizando a criatividade humana e protegendo os direitos dos artistas originais.

Identificação, marcação e remoção de conteúdo gerado por IA

A partir de meados de julho, a Tidal começará a identificar e marcar as músicas que reconhecer como 100% geradas por IA, informando os assinantes claramente sobre a natureza desses conteúdos. Além disso, a empresa adotará medidas para bloquear ou remover faixas que estejam sendo usadas de forma fraudulenta, tais como enganar o público ou apropriar-se indevidamente do nome, imagem ou obra de músicos reais. A política prevê, no futuro, a marcação de músicas que sejam parcialmente geradas por IA, à medida que os métodos de detecção se tornem mais precisos e confiáveis.

Proteção da criatividade humana e adaptação ao avanço tecnológico

Tony Gervino, vice-presidente executivo e editor-chefe da Tidal, esclareceu que essa iniciativa não tem como objetivo desacreditar os avanços tecnológicos. Pelo contrário, a empresa reconhece que a inteligência artificial pode ser uma ferramenta valiosa para os músicos, auxiliando na compreensão dos fãs, na criação de novas ferramentas para gravação e engenharia de suas músicas, na automação de processos e na construção de instrumentos próprios. Contudo, ele enfatizou que é fundamental proteger a criatividade orgânica dos artistas e a relação autêntica entre eles e seus fãs, evitando que o mercado seja inundado por conteúdo inteiramente gerado por máquinas, o que pode comprometer essa conexão.

Cenário atual da música gerada por IA no streaming

A partir de 2025, diversas plataformas de streaming passaram a adotar medidas para lidar com o aumento do volume de músicas geradas por inteligência artificial. A Deezer, por exemplo, investiu na construção de sua própria infraestrutura de detecção, tendo observado que o número de faixas completamente geradas por IA aumentou de 10 mil para mais de 60 mil por dia entre o começo do ano e o mês de março. Dessas, cerca de 85% não eram obras legítimas, mas sim criadas para fraudar o sistema de pagamentos de direitos autorais.

A Apple Music também implementou um sistema em que músicas, composições, artes visuais e vídeos produzidos com apoio da IA são etiquetados para informar os usuários. A empresa anunciou que, futuramente, esse tipo de marcação será obrigatório para todos os novos conteúdos. Paralelamente, a Meta lançou ferramentas dedicadas para criação, remixagem e compartilhamento de conteúdos gerados por IA dentro do aplicativo Meta IA, facilitando o acesso à tecnologia para os usuários, mas diferenciando claramente esses conteúdos.

Desafios e próximos passos para o mercado de música digital

A rápida evolução das tecnologias de inteligência artificial impõe desafios importantes ao mercado musical, especialmente no que diz respeito à justa remuneração dos criadores e à transparência para os consumidores. Plataformas como a Tidal buscam equilibrar a incorporação das inovações tecnológicas com a proteção dos direitos autorais e da autenticidade artística. A eficácia dessas políticas depende, em grande medida, da evolução e do aprimoramento dos métodos de detecção de conteúdo gerado por IA, que ainda enfrenta limitações tecnológicas e de precisão.

Além disso, o mercado precisa acompanhar regulações em desenvolvimento que visam garantir equidade e segurança jurídica para os artistas, plataformas e usuários nesse contexto de transformação digital. A tendência é que políticas como a da Tidal sejam atualizadas constantemente, de acordo com avanços tecnológicos e com o feedback dos envolvidos, buscando sempre preservar o equilíbrio entre inovação, ética e reconhecimento do trabalho criativo.

Informações editoriais

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Autor Tiago Oliveira
Categoria Tecnologia

Fonte: PYMNTS.com